Dizem que o mundo mudou e, consequentemente, que o homem também se transformou. Bom se para melhor ou pior, o fato é que muitos acreditam que em alguns aspectos a mudança ocorreu para pior.
Lembro-me que meu avô Antônio Rocha sempre quando se reportava aos fatos vividos no seu passado, costumava afirmar que em tempos idos a palavra de um homem, ou mesmo, o fio de cabelo do bigode valia mais do que qualquer recibo ou contrato assinado e registrado em cartório. Antigamente, o bodegueiro confiava piamente numa grande clientela e, com isso, havia apenas uma caderneta anotando o valor das compras, que eram pagas no final do mês.
Hoje, verifica-se que os tempos mudaram, pois mesmo com a diversidade de meios para a formalização dos negócios, os descumprimentos dos acertos cresceram e continuam a crescer cada vez mais.
Realmente constata-se que o homem transfomou-se em um ser de pouca confiança. O fato é que a mentira, o cinismo, a falta de respeito e a ausência de credibilidade vem colocando em xeque as relações humanas em todas áreas, fragilizando a sociedade. É triste, mas a verdade é que se homem não mudar sua conduta, terminará se encaminhando para um abismo difícil de escapar.
O que aconteceu que fez esse tempo pairar sob nós de forma tão cinzento. De um lado, tanta evolução na medicina, na seara tecnológica, da comunicação, industrial, transporte e inversamente o homem continua o mesmo bárbaro e bestial, como nas priscas eras.
É preciso amar mais, seguir obediente aos ensinamentos de Deus e, com isso, como diz Mário Queiroz: Confie na vida e siga em frente. O mal só existe quando damos poder a ele…”
Onaldo Queiroga
Juiz da 5ª Vara Cível de João Pessoa e ocupa o cargo de juiz auxiliar da presidência do Tribunal de Justiça da Paraíba. Ingressou na literatura com o livro Esquinas da Vida e prosseguiu com Baião em Crônicas, Reflexões, Por Amor ao Forró, Crônicas de um Viajante, Meditações, Monólogos do meu Tempo; Efeitos, Homíneos e Naturais. Gonzagólogo - conhecer e colecionador da obra de Luiz Gonzaga.