
O projeto Cine Casa Formosa: Compartilhando Olhares, Conectando Vidas promove, neste sábado, 22 de março, às 19h, a oitava e última sessão da sua itinerância com a exibição gratuita do documentário Cantos Caboclos, no Centro Afro Nzo Ndala de Baía Formosa (RN). A iniciativa da Associação Casa Formosa tem como foco, nesta etapa, a valorização das religiões de matriz africana e a conexão com territórios tradicionais.
A exibição no Centro Afro marca o desfecho de um percurso iniciado em 2024, que levou sessões de cinema comentadas a escolas públicas municipais e estaduais, à Associação Indígena Trabanda Sagi, ao Mercado das Artes de Baía Formosa e à sede da ONG Casa Formosa, sempre com entrada gratuita e voltadas para o fortalecimento do acesso à arte e à diversidade cultural em diferentes contextos sociais.
Além do compromisso com a difusão cultural, o projeto de cineclube, uma iniciativa da Associação Casa Formosa, também oferece recursos de acessibilidade de acordo com as necessidades do público presente, como intérprete de Libras e legendas, reforçando sua proposta de inclusão e democratização do acesso à arte e ao cinema.
Dirigido por Bruno Saphira, Cantos Caboclos mergulha nos sentidos de cura evocados pelos Caboclos por meio dos cantos do terreiro de nação Angola Nzó Onimboyá, localizado em Salvador (BA). A obra presta homenagem à ancestralidade e aos saberes das religiões afro-brasileiras, destacando a memória da Makota Valdina, liderança histórica do povo de santo, cuja trajetória inspira cada imagem e som da produção.
“Estou muito feliz de poder circular o filme nas áreas de interesse direto. O propósito é sempre esse, desde o momento em que há um comprometimento com a comunidade: chegar nas pessoas. Então, para mim, é motivo de muita alegria poder participar desse projeto, fazer o filme circular e se conectar com quem realmente importa”, declarou o diretor Bruno Saphira.
O documentário acompanha uma ação cotidiana do terreiro: a reunião dos Xicarangomas para os ensinamentos dos toques e cantos dedicados aos Caboclos. A partir dessa vivência, o filme propõe uma imersão poética nos valores e saberes ancestrais que atravessam essas entidades espirituais, reafirmando sua importância como fonte de ensinamento e resistência cultural. A obra foi contemplada pelo Prêmio Riachão para iniciativas de pequeno porte, com financiamento da Fundação Gregório de Mattos e da Prefeitura Municipal de Salvador, por meio da Lei Aldir Blanc.
O projeto Cine Casa Formosa: Compartilhando Olhares, Conectando Vidas é promovido pelo Ponto de Cultura ONG Casa Formosa, com patrocínio do Governo do Estado do Rio Grande do Norte, da Secretaria Extraordinária de Cultura do RN e da Fundação José Augusto, por meio da Lei Paulo Gustavo, com recursos do Ministério da Cultura e do Governo Federal.